segunda-feira, 12 de abril de 2010

Giba Caso Verdade vai ao ar no Cine Cultura

O Cine Cultura exibe exclusivamente hoje, a partir das 20 horas, o filme em vídeo Giba Caso Verdade, do diretor goiano Waldemar Vieira, que assina também o roteiro e a direção de fotografia do trabalho. Tendo como protagonista o ator Benedito Cardoso, a filme traça a história de um eremita, individuo que, seja por penitência, religiosidade ou simples amor à natureza, vive em lugar deserto e isolado do restante da civilização. A obra mostra as várias facetas da realidade que o homem projeta no seu histórico de vida, levando em conta suas reações, diferenças e sabedorias.

Tanto pela força implacável das circunstâncias quanto pelo teor inabalável de sua natureza humana, o personagem experimenta a individualidade do homem em toda a sua pureza e totalidade, explorando um ponto pouco abordado no cinema convencional. Com trilha de Garcino e Wilson, interpretada por Zé Campeiro e Tião do Vale com acompanhamento de Sudair (viola caipira) e Riachinho (acordeon), o filme contou com o apoio da Prefeitura de Bela Vista e da Associação Brasileira de Documentaristas – Seção Goiás (ABD-GO) para sua execução.

A exibição no Cine Cultura integra um projeto da Agepel que visa promover e valorizar a produção cinematográfica regional, dando espaço, semanalmente às segundas-feiras, para trabalhos em vídeo de produtores goianos. Além de Giba Caso Verdade, a sala continua sua programação normal com o longa-metragem Ouro Negro, dirigido por Isa Albuquerque, que tem sessões 18h30 e 21 horas de segunda a sexta, e 17 e 19h30 aos sábados, domingos e feriados. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada).


 SERVIÇO

Vídeo: Giba Caso Verdade
Direção: Waldemar Vieira
Origem: Brasil / 2010
Data: Segunda-feira, 12 de abril
Sessão única: 20 horas
Local: Cine Cultura
Entrada franca
Informações: (62) 3201-4670

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Goiânia recebe a Caravana Rumos 2010

Com participação do diretor, autor, encenador e artista performático Fernando Villar, o debate discutirá, entre outras coisas, o conceito e a estética do teatro de grupo no Brasil


O Centro Cultural Martim Cererê recebe hoje a Caravana Rumos 2010, que debaterá questões pertinentes ao teatro de grupo no Brasil, seus conceitos, estéticas e pesquisas. O evento integra a série de viagens que levará equipes do Itaú Cultural a todas as capitais do Brasil até o final deste semestre, e contará com abertura de Cristina do Espírito Santo, coordenadora do Núcleo de Artes Cênicas do Instituto.

A partir das 19 horas, Cristina falará dos novos editais do programa, que em 2010 está recebendo inscrições de todo o país para as áreas de Literatura, Música, Pesquisa e Teatro. Inaugurado este ano, o Rumos Teatro é o foco da etapa goiana, e tem como finalidade promover um intercâmbio entre grupos de todas as regiões, contribuindo para o amadurecimento, a formação e a articulação desses coletivos no cenário cultural brasileiro.

As inscrições são restritas a grupos de teatro brasileiros, porém, artistas estrangeiros com residência fixa no Brasil há mais de três anos e que tenham desenvolvido sua carreira artística no país também podem participar. Serão contempladas até 10 propostas de compartilhamento de práticas criativas entre grupos de teatro, que receberão incentivos que vão de 20 a 44 mil reais cada.

Em contrapartida, os selecionados manterão um blog por um período mínimo de seis meses e realizarão, no mínimo, dois encontros presenciais entre os grupos envolvidos no projeto. Eles também apresentarão os resultados das pesquisas em uma mostra a ser realizada em 2011, organizada pelo Itaú Cultural.

Debate

Após a abertura do evento, o diretor, autor, encenador e artista performático Fernando Villar dará início a um debate que abordará temas como conceitos e estética do teatro de grupo, pesquisa artística e processos colaborativos no Brasil; perspectiva histórica com alguns grupos de teatro que pesquisam, publicam e/ou performam suas produções no Brasil, Estados Unidos e Europa; e pesquisa em artes cênicas no Brasil, dentro e fora do campus universitário.

Graduado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, pós-graduado em Direção no Drama Studio London e Ph.D em Teatro na University of London, Villar é professor do Departamento de Artes Cênicas há 15 anos, e desde 2002 professor do Mestrado em Arte da Universidade de Brasília – atuando principalmente com teatro contemporâneo, performance, interpretação, encenação, teatro performance e interdisciplinaridades artísticas.

Com os grupos Chia Lia e Chia Lia Jr., braços artísticos do seu Laboratório Interdisciplinar de Investigação e Ação Artística (LIIAA) na UnB, tem traduzido e encenado peças inéditas no Brasil, como Coração Partido, de Caryl Churchill, e Laura, de Mariano Pensotti. Atualmente dirige três novas obras de sua autoria em Brasília.

Caravana Rumos

Antes de Goiânia, a caravana focada em Teatro passou por Porto Velho (RO), e em seguida partirá para Belo Horizonte (MG), Palmas (TO), Teresina (PI), Natal (RN) e Curitiba (PR). Pioneiro no mapeamento da produção artística contemporânea, em 13 anos o Rumos já soma aproximadamente 20 mil projetos inscritos, com apoio ao desenvolvimento de cerca de 900 projetos em Arte Cibernética, Artes Visuais, Cinema, Dança, Educação, Jornalismo Cultural, Literatura, Música e Pesquisa Acadêmica. Levou a obra dos selecionados a mais de 2 milhões de pessoas em todo o país, isso sem contar o público atingido pelos seminários e demais ações das itinerâncias do programa.

SERVIÇO
Caravana Rumos 2010 – Teatro
Quando: Hoje, às 19 horas
Onde: Centro Cultural Martim Cererê (Rua 104-F, Q.F18, Setor Sul)
Informações: (62) 3201-4691
Inscrições para os editais: www.itaucultural.org.br/rumos
Entrada franca

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um liquidificador de sons

BNegão Sound System promove mix de estilos musicais na noite de hoje no Projeto Discompasso


Quebrar a rotina sem perder o ritmo. Essa é a proposta do projeto Discompasso, inaugurado este ano e que acontece todas as quintas no Rock’n Gol (Rua 139, Setor Marista). Bandas e DJs dos mais diferentes estilos sobem semanalmente ao palco do pub, trazendo em suas bagagens sonoridades que extrapolam o universo rock and roll e misturam referências como jazz, soul, funk, eletrônico, breaks e groove em seus repertórios. Com curadoria do Dj Angelo Martorell e do produtor Pedro Naves, o evento recebe hoje o BNegão Sound System, projeto do rapper BNegão em parceria com Pedro Selector, trumpetista e vocal dos Seletores de Frequência, e DJ Castro, do Black Alien.

Concebido especialmente para apresentações ao vivo, o grupo promete um repertório explosivo, que resgata os hits eletrônicos dos Seletores de Frequência - já que hoje a banda utiliza um som 100% orgânico em suas apresentações. No projeto, músicas como "Enxugando Gelo" e "Dorobô" são executadas em suas versões originais.

O SoundSystem também traz as célebres parcerias desenvolvidas pelo rapper ao longo dos anos, como "Sorriso Aberto" (Digital Dubs), "Fundamental" (com Marcelinho da Lua) e "Caixa Preta" (com o paulistano Curumin). Além disso, apresenta algumas novidades, como o mix de Samba de Raiz com Funk Carioca e Reggae, entre outras misturas.

Considerado um dos principais e mais criativos rappers do Brasil, o ex-MC do Planet Hemp e atual Seletores de Frequência e Turbo Trio segue circulando mundialmente, levando sua música e suas ideias para alguns dos palcos mais importantes do Brasil e do mundo.

A parceria com Pedro Selector, egresso da banda indie Pelvs e que também já tocou com o mestre do Soul/Funk nacional, Gerson King Combo, se destaca pelo bom gosto e pelas múltiplas influências do trumpentista, que vão de Miles Davis à musica jamaicana, passando pela Bossa Nova e o Funk.

O trio se completa com a presença do DJ Castro, Dj oficial do rapper Black Alien e fundador, ao lado do MC De Leve, do coletivo Quinto Andar, considerado o maior coletivo do hip-hop underground do país. Referência  nacional de inovação, o grupo foi pioneiro no uso da internet pra divulgação de suas próprias musicas e encerrou suas atividades em 2006.

Além da apresentação do grupo, o Discompasso de hoje contará com apresentações dos DJs Öric, responsável direto pela inserção da música negra na noite goianiense e detentor de um set recheado com brazilian beats, african grooves, nu funk, e live bass; e Angelo Matorell, residente do projeto e representante do selo Royal Soul Records no Centro-Oeste. Os ingresso custam R$15, mas os 100 primeiros pagam R$10. A abertura da casa acontece as 22h.

Mais informações e a programação completa você encontra no  www.discompasso.com.br

SERVIÇO 

Discompasso recebe BNegão Sound System
Local: Rock’n Gol - Rua 139, Setor Marista - Ao lado do Samauma
Horário: 22h
Ingressos a R$15, R$10 para os 100 primeiros

Sangue novo no Design goiano

Artistas inovam numa produção mais consciente e ecologicamente correta, abandonando a escala industrial em prol de peças mais elaboradas e exclusivas


Se enganam os que pensam que para colocar boas ideias em prática sem perder a qualidade é necessária uma estrutura industrial. No ritmo da pós-modernidade, uma nova safra de artistas vêm na contramão do modelo capitalista e da criação em larga escala utilizando um modo de produção mais independente e minimalista, no qual as peças são feitas de maneira quase artesanal, uma a uma, garantindo exclusividade e excelência no acabamento.

De carona no "faça você mesmo", lema do movimento punk do início dos anos 70, este novo segmento questiona o suposto monopólio das técnicas por especialistas e defende a estimulação da capacidade das pessoas não-especializadas de aprender e realizar coisas além do que tradicionalmente se julgam capazes.

Criada em 2006 pelo designer Elton Rocha (27), a MOZ é um exemplo bastante completo deste tipo de produção. Nascida de uma parceria com o arquiteto Jesus Henrique Cheregati, professor da PUC Goiás, a marca produz acessórios vanguardistas e exclusivos, que graças ao advento da internet e da facilidade de divulgação proporcionado por ela, consegue se manter somente em plataforma virtual (www.mozbrazil.com). Mesmo com a saída do arquiteto do projeto, em 2007, Elton decidiu dar prosseguimento à grife, que já completa quatro anos e está em sua 3ª coleção.

"Desde os tempos da escola eu já nutria a vontade de criar minha própria marca. O projeto tomou forma quando percebi a carência de acessórios de moda que carregassem um conceito próprio, contassem uma história e não fossem apenas um complemento das coleções de vestuário, como geralmente acontece. Desse anseio pelo diferente surgiu a MOZ, que sempre manteve como premissa o uso de elementos musicais, mesmo que de forma indireta e as vezes não muito óbvias", conta.

Prova maior dessa ligação é o nome da marca, que teve origem na imagem espelhada da palavra SOM. "A música é um elemento muito importante em nossas coleções, e mescla-se com outros conceitos e referências para manter a relevância e atualidade do trabalho", comenta. A coleção atual, por exemplo, foi batizada de Ambifásico e mistura elementos musicais com símbolos tecnológicos e referências ambientais. O resultado são pássaros formados por claves de fá, libélulas USB, árvores cujos galhos são arrobas, entre outras misturas. Cheias de cores e vivacidade, as peças encontram inspiração no movimento frenético das informações: a tecnologia transformando o surreal em real.

Os elementos procuram reproduzir o modo de vida no mundo contemporâneo: a busca pelo anticonvencional, pela autenticidade, pelo reconhecimento. Objetos de uma geometria instigante que navegam num trânsito livre entre as formas, enfeitando e dando vida ao trabalho. Numa visão ampliada, as contradições se complementam, se unindo numa sintonia de beleza, multiplicidade, opções e mistura.

Sustentabilidade e ambientalismo

A temática ambiental atingiu também a coleção de verão do designer de moda, pintor e figurinista Lucas Silveira (21), outra revelação do segmento "do it yourself". Criada em 2007 na busca por uma identidade nova e sem preconceitos para a atual geração hi-tech, a marca promete criar, a cada nova coleção, funções inovadoras para os materiais já existentes, tendo visão e coragem para mudar as “regras” e visando uma moda essencialmente atemporal. "Não se pode fabricar água, mas é possível dar novos destinos a materiais que seriam descartados e adiar um possível colapso ambiental. Por isso, além das iniciativas da marca, também sou responsável por uma assessoria no Colégio Ávila, onde introduzo aos alunos conceitos e ideias de como produzir roupas com material reciclável", afirma.

Elton também utiliza a reciclagem como alternativa de sustentabilidade para a MOZ: todas as embalagens da Ambifásico são fabricadas a partir de garrafas pet e visam pelo reaproveitamento de materiais.

Artistas multitarefa

Profissional multifacetado, Elton se ocupa de todas as etapas de produção, da concepção e desenvolvimento das peças até a fase de execução e divulgação dos produtos. "Crio tudo no computador e terceirizo apenas etapas como cortes e gravações a laser, plotagens e afins. Porém, todas as peças são montadas por mim, uma a uma, de forma bastante meticulosa. Além disso, me ocupo de todo o material gráfico, fotográfico, embalagens, layout do site... Dessa forma, produzo de forma mais livre, e só lanço um trabalho quando estou completamente satisfeito com todo o processo", admite.

"Além de desenhar o croqui das peças, participo de todas as outras fases da confecção, como modelagem e costura. Tenho uma pequena equipe, composta por duas pessoas, que me ajuda nesta parte, mas faço questão de colocar a mão na massa e dar minha contribuição a todos os processos", comenta Lucas, que possui um site com amostras de seu trabalho (www.lucassilveira.com).  

A multidisciplinaridade é um traço recorrente nas criações deste novo setor, uma vez que o objetivo é uma produção cada vez mais autônoma e livre. Porém, algumas desvantagens devem ser consideradas, como o aumento de custo por peça e a dificuldade de acesso a determinados materiais. "Quando você compra matéria-prima em larga escala, o preço tende a cair. Da mesma forma, alguns materiais só são vendidos em grande quantidade, o que dificulta muito a produção em escalas menores. Entretanto, por prezamos por características como exclusividade e qualidade de acabamento, arcamos com esse prejuízo", comenta Elton.

A MOZ produz aproximadamente dez peças de cada modelo, nas mais diversas tonalidades e variações. Segundo seu idealizador, uma nunca é igual à outra, considerando-se que cada peça possui suas características e particularidades, o que acaba dando uma personalidade muito forte para a criação. "As pessoas que já conhecem a MOZ reconhecem imediatamente uma produção da marca", conta.

Já a Lucas Silveira Produções fabrica cerca de quatro exemplares de cada criação, número que cai para apenas um nos modelitos feitos especialmente para passarela. "Damos a nossos clientes o prestígio de incorporarem o visual à suas personalidades, deixando de lado a homogenização que a moda em larga escala acaba gerando", afirma o estilista.  

Mercado em expansão

Segundo Lucas, o mercado da moda e do design em Goiás está ganhando espaço, impulsionado pela efervescência e pluralidade criativa presentes na Capital. "Lá fora, nosso Estado costumava ser visto como simples fabricante de roupas e assessórios, mas podemos perceber que isso já está mudando, principalmente em função dos novos nomes da moda em Goiânia", concluiu.

"Creio que o mercado de design em Goiás está em crescente desenvolvimento: nota-se a existência de públicos ávidos por novidades, seja em qualquer dos campos de criação. Além disso, existem muitos projetos e trabalhos interessantes acontecendo de forma independente na cidade, o que sinaliza para uma ascenção e abertura do mercado", reafirma Elton.

Oratória sem segredo

Quem nunca sentiu aquele friozinho na barriga para falar em público? O problema é mais comum do que se pensa, mas calma: tem solução

Enquanto as ideias parecem fazer um nó e perder todo o sentido, as mãos suam e o corpo treme. As palavras enroscam na garganta e o temível "branco" logo aparece, acompanhado daquela gagueira incoveniente que torna impossível disfarçar o nervosismo. Essa dificuldade para falar em público, que nos casos mais extremos recebe o nome de glossofobia, é uma fobia social bastante comum, que atingirá cerca de 60% das pessoas em algum momento da vida e está intimamente ligada à insegurança e à timidez.

De natureza reservada, o estudante de música Marcos Galvão (20) nunca tinha apresentado dificuldade para falar em público até chegar à adolescência. Por volta dos 13 anos, à medida que descobria e entendia melhor as convenções sociais que o cercavam, Galvão foi sendo tomado por surtos de insegurança e timidez, que acabaram o tornando um indivíduo mais calado e introspectivo.

Quando precisa fazer algum tipo de apresentação ou exposição de ideias, o estudante sofre com o nervosismo excessivo e o coração acelera só de imaginar: "Fico inibido até mesmo para conversar com pessoas mais extrovertidas e falantes do que eu, imagine então para falar em público, para muitas pessoas. É um pesadelo!", admite.

Influência familiar e estresse pós-traumático


Segundo a psicóloga Elizete Borges dos Santos, pós-doutora em Psicologia Clínica, alguns fatores familiares podem ser desencadeadores desse tipo de comportamento: "Existem pais classificados como castradores, que podem ser desde punitivos ou rigorosos demais, imbutindo medo na criança, até bonzinhos em excesso, quando não permitem que a criança faça nada sozinha. Essa criação pode formar um adulto inseguro, tanto por não ter aprendido o que fazer quanto pelo medo de errar", explica.

Outro fator que pode determinar o aparecimento do problema é a passagem por traumas: mesmo que o indivíduo tenha sido excelente orador, um grande baque pode levá-lo a desenvolver a glossofobia pós-traumática, porém, é importante lembrar que esta característica não se torna inerente à personalidade da pessoa e, por isso, pode ser tratada.   

É tudo biológico

Os indesejáveis sintomas causados pela glossofobia, segundo Elizete, são gerados por uma descarga de pensamentos negativos automáticos que ocasionam um acréscimo na adrenalina. No momento do medo, as glândulas supra-renais liberam essa adrenalina no organismo para fortalecer os músculos, aumentando a pressão sanguínea e nos preparando para fugir o mais rápido possível da situação de perigo. Quando falamos em público, entretanto, não dá para fugir. O público está ali.

Como não nos movimentamos como faríamos se estivéssemos fugindo, a adrenalina não é metabolizada e permanece mais tempo do que deveria no organismo, provocando taquicardia, sudorese e tremedeira: "Com o pensamento fixo nos sintomas, o paciente acaba entrando num círculo vicioso e corre o risco de entrar em pânico", previne Elizete.

Para contornar o problema, a doutora dá a dica: "Uma das técnicas mais usadas é a respiração profunda e o desvio de foco, ou seja, procurar não fixar-se nos sintomas. Porém, dependendo da intensidade do bloqueio, é importante que a pessoa procure um profissional para solucionar o caso. Na grande maioria das vezes o tratamento é simples e bem sucedido", avalia.

Para ajudar a evitar aquele friozinho na barriga, alguns cuidados também podem ser tomados:

- Prepare detalhadamente o que vai falar. Organização é o grande trunfo dos bons oradores.

- Não confie na memória, tenha sempre um roteiro à mão.

- Evite utilizar palavras difíceis e expressões pouco conhecidas. A naturalidade é a melhor pedida.

- Conheça profundamente o assunto. Quanto mais informado estiver, mais confiante você ficará.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Festival de Curtas em Pirenópolis

Idealizado e produzido pelo cineasta goiano Marco Polo, o Festival Curta Noite promove hoje evento de pré-lançamento. A I Etapa Nacional em Goiás terá Pirenópolis como sede

O Curta Noite, festival de curta metragens nascido no Rio de Janeiro e que já se tornou uma das maiores premiações do cinema nacional, chega este ano a sua 4ª edição com uma novidade: a I Etapa Nacional em Goiás, prevista para o dia 29 de junho em Pirenópolis. A atriz Lady Francisco será a madrinha do festival e a apresentação ficará por conta de Suzana Pires, a Ivonete da novela Caras e Bocas, e do ator goianiense Marco Polo, mais conhecido por seus trabalhos no cinema internacional e que assina também a idealização e concepção do projeto. O pré-lançamento acontecerá hoje, a partir das 19h30, no Address Hotel (Av. República do Líbano, acima da Praça Tamandaré). O evento é voltado para a imprensa, representantes dos diversos segmentos culturais e empresários.

A grande inovação da edição 2010 será a apresentação, em primeira mão, do curta-metragem “O Vale da Lua”, que será filmado na Chapada dos Veadeiros no final de maio, época em que Goiás goza, segundo o cineasta, de uma das melhores luzes para captação de vídeo do mundo. O filme trará no elenco Marco Polo como o viajante Marco Aurélio, Lady Francisco interpretando Alma Luz e Suzana Pires no papel de Lakhsmi, namorada de Marco Aurélio. Além de ser apresentado na abertura do IV Festival Curta Noite, o curta será exibido em vários festivais da America Latina, incluindo o Festival de Guadalajara, o Diosas del Plata e o de Acapulco, no México.  Em função de uma parceria com a Proméxico, uma espécie de selo de garantia de materiais televisivos,  o filme ainda será divulgado para 83 países falantes da língua hispânica.

A ideia de expandir o festival para terras goianas tem a ver com um retorno às raízes de Marco Polo: apaixonado por Goiás, o diretor regressou ao Estado no ano passado por ocasião da morte do pai. Durante a estada, concebeu a edição goiana no intuito de divulgar o exuberante cenário de sua terra natal e incentivar a produção cinematográfica local. “Tenho um vínculo de gratidão e respeito muito grande por Goiás, e por isso quero exaltar as maravilhas que esta terra tem”, comentou.

O idealizador

Formado em dramaturgia pela Faculdade Dulcina, em Brasília, Marco Polo especializou-se em Roteiro e Interpretação para Cinema na Escuela San Antônio de Los Baños, em Cuba, dando início à sua carreira em 1990. Em 93, foi premiado como melhor ator no Festival de Cinema de Cuba com o filme “Ilusão”. Em 94, participou da minissérie “Butterfly”, uma produção da italiana TV RAI, contracenando com o renomado ator francês Jean Sorel e em 96 foi escolhido para contracenar com a atriz francesa Isabelle Adjani no filme espanhol “La Noche”, filmado na Cidade de Corrientes, na Argentina. Em 1997, apresentou o Festival de Cinema de Madrid ao lado dos atores Matt Damon, Keanu Reeves e Isabelle Adjani.

No Brasil, participou de alguns episódios do programa “Você Decide”, da minissérie “Decadência”, na Globo, e da novela “74.5 - uma onda no ar”, da extinta TV Manchete. Atuou em montagens para teatro de peças escritas por Maria Clara Machado, Jô Soares, Agatha Christie, Irwan Saw, entre outros.

Além do Festival Curta Noite, o cineasta é o realizador do Ciclo de Leituras Marco Polo, que há sete anos reúne profissionais das artes cênicas para leitura de textos e montagem de espetáculos. Hoje o Ciclo de Leituras conta com um público cativo, que comparece de forma fiel e divulga o evento. Das  edições apresentadas, 8 foram montadas e 6 estão em fase de produção.

Bailarina goiana na terra do Tio Sam

Com apenas 14 anos, Amanda foi uma das quatro brasileiras selecionadas para o Internacional Ballet Competition


Única integrante goiana da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, filial brasileira do reverenciado balé russo, a bailarina Amanda Gomes foi uma das selecionadas para o USA Internacional Ballet Competition (IBC), um dos campeonatos de dança mais importantes do mundo, que este ano acontece de 8 à 27 de abril em Jackson, cidade americana localizada no estado do Mississipi. Dos mais de 5 mil vídeos inscritos na competição, enviados por dançarinos gabaritados de todas as partes do mundo, apenas 100 foram classificados. Destes, somente quatro brasileiros. 

Com apenas 14 anos de idade, sete dedicados à modalidade, Amanda já é considerada uma das grandes revelações do balé clássico do país. Na seleção para a Escola Bolshoi, desbancou nada menos do que 120 mil bailarinos de todo o país e América Latina, ficando entre os 428 candidatos selecionados para a final e galgando uma das 86 vagas do programa. “Tenho certeza que a fé em Deus e a vontade de vencer foram combustíveis para o meu sucesso. Quem está começando precisa se dedicar com afinco à dança e lutar por aquilo que realmente quer”, aconselha.

Com sede no município catarinense de Joinville, localizado a 180 km da grande Florianópolis, a escola está prestes a completar 10 anos no Brasil, e oferece curso com duração de oito anos e estágio na Rússia para seus alunos. Todos os anos, duas audições selecionam dançarinos para o curso de formação - uma em julho, durante o Festival de Dança de Joinville e outra em outubro. Além destas, eventualmente ocorrem audições em cidades onde a escola se apresenta. Após a aprovação da filha, em julho de 2005, Polyana Gomes e Zeuxis Filho não tiveram dúvida: abriram mão de seus empregos em Goiânia e mudaram-se para Joinville, tudo para realizar o sonho da menina de estudar na melhor academia de balé do país.

Durante os primeiros meses, receberam ajuda do restante da família, porém, logo Zeuxis foi trabalhar numa telefônica e Polyana tornou-se a fisioterapeuta do Bolshoi. A rotina da jovem Amanda é puxada, e concilia 6 horas diárias de treino na Escola Bolshoi com os estudos em colégio católico, no qual cursa a 9ª série. Apesar disso, a menina não reclama. "Sei que nenhum resultado aparece sem sacrifício. Por isso, sempre me dedico ao máximo", comenta.

Apesar de talentosa e promissora, a bailarina ainda não conseguiu patrocínio para a viagem, e até agora viajará com recursos da própria família. "Tenho a sorte de ter pais que sempre apoiaram meus sonhos e projetos, porém, estamos à procura de possíveis patrocinadores, especialmente por se tratar de uma viagem tão cara", afirma. A menina desembarca nos Estados Unidos no próximo dia 6.

"Minha expectativa é muito boa, tenho treinado muito para esta competição. Ainda não sabemos exatamente qual será o prêmio, mas só de participar de um campeonato dessa magnitude já me considero vitoriosa. A experiência e o contato com dançarinos das diversas partes do mundo vai enriquecer muito meu currículo", conta.  

Ainda faltam três anos para a formatura de Amanda na escola do Teatro Bolshoi, mas a menina já sonha em dançar para uma academia fora do país. “Esse diploma vai abrir muitas portas, e me dará a oportunidade de realizar meu grande sonho, que é integrar uma companhia de balé na Europa”, empolga-se.

Os interessados em patrocinar a dançarina podem entrar em contato com a família através do email zeuxisfilho@yahoo.com.br ou pelo fone (47) 3804-6300.